O varejo na Região Metropolitana de São Paulo fecha mais um mês no azul. Em janeiro, o faturamento do setor foi 6,3% superior ao obtido no mesmo período de 2007. Com isso, a área completa um ciclo de 22 meses de crescimento.
Segundo a PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista) divulgada ontem pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), a alta foi puxada pelo desempenho das lojas de eletroeletrônicos, vestuário e materiais de construção.
Para a assessora econômica da Fecomercio, Kelly Carvalho, o crédito em parceira com os prazos médios maiores foram os elementos essenciais para os resultados positivos de 2008.
“Mesmo com as novas regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), os prazos de financiamentos continuam amplos. Por esse motivo, prevemos ainda uma forte expansão no ano”, comenta Kelly.
O segmento de eletrodomésticos e eletrônicos registrou a maior elevação das vendas influenciada pela oferta de crédito e otimismo do consumidor. O avanço foi de 24,5% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
LIQUIDAÇÕES
Já o faturamento de lojas de vestuário, tecidos e calçados apresentou aumento de 22,3% na mesma base de comparação devido as promoções para a queima de estoque.
“Além das ofertas, a facilidade de pagamento no período de troca de coleção foram as estratégias utilizadas pelo segmento para impulsionar as compras, mesmo em uma época em que os consumidores estão pagando impostos e despesas escolares”, aponta a assessora,
Outro fator que incrementou o aumento das vendas dos estabelecimentos de vestuários e calçados foi a valorização do real ante o dólar, favorecendo a entrada de produtos importados e levando, assim, o setor a praticar preços mais baixos.
CONSTRUÇÃO CIVIL
A disponibilidade de crédito para habitação, a melhoria do rendimento dos trabalhadores e o aquecimento do mercado imobiliário motivaram a ampliação de 21,4% das vendas das lojas de materiais de construção.
Entretanto, em razão da concorrência e do maior volume das vendas de veículos novos, o faturamento em janeiro das lojas de departamento e de autopeças e acessórios registrou, respectivamente, queda de 12,2% e 24,7%.
“Enquanto as montadoras batem sucessivos recordes de vendas, no curto prazo, cai os gastos com trocas de peças e manutenção”, diz Kelly.
Fonte: Varejista
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